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O lado "língua portuguesa" que vive em mim. O lugar em que eu posso viver em completo anonimato. A literatura da minha vida.
Pois nunca serei como ela…

Eu sinto inveja do modo que você a olha, de como você sorri quando a vê, das brincadeiras que você pensa em fazer, apenas com ela. Tantos abraços e beijos que eu só observo e não participo. O modo como o cabelo dela cai sobre o seu próprio rosto e o modo com ela faz tudo parecer tão natural. O jeito com que ela sorri e te faz sorrir junto. Quando ela vem se despedir e o cheiro doce dela se espalha pelo caminho, eu sinto que você aprecia esse cheiro. O jeito que você tenta disfarçar o ciúmes que sente quando ela está próxima de um outro rapaz. O jeito que ela tem, e só ela tem, de mostrar que tem defeitos, mas fazê-los parecer qualidades.Você me olha, você me nota, você me curte, mas eu não sou ela. Você não me ama, pois nunca serei como ela. Você não tenta nada, pois nunca serei como ela. Talvez eu seja uma substituta, mas ela eu nunca serei. Isso me faz desistir, não quero “roubar” algo que é dela, que nasceu para ser dela, mas eu preciso, muito mais que ela. O que posso eu fazer se eu nunca serei como ela?

A tristeza na beleza.

Carol se sentia estranha com relação a si mesma. Se achava bonita, mas não gostava muito disso. As bonitinhas, as normais, todas conseguiam alguém, todas conquistavam alguém e ela..tinha ótimo valores, inteligência, ética e ideias, e mesmo ganhando tantos elogios, deixando pra trás vários apaixonados e tendo consciência de que era uma pessoa especial, não encontrava ninguém. Mal sabia ela que sua beleza a tornava intimidadora. Todos queriam se aproximar, mas ninguém conseguia. E ela, sem saber disso, sentia-se muito mal, achava que todo valor que reconhecia em si vinha da própria imaginação, mas não pode ser! É confuso! As pessoas são confusas!

Entrou para um cursinho pré-vestibular, precisava de preparação para “a grande prova”. Achava que, pelo fato de ser um lugar novo, com pessoas novas, ela teria uma nova chance de agir diferente, de ser reconhecida por todos. No primeiro dia, avistou Ana. Linda, uma voz doce que se espalhava pelo local e adoçava o ouvido das pessoas de um modo que nem “união” o faria, assim era Ana. Carol passou a observar a menina todos os dias, criticando a em todas as conversas que tinha pelo curso. Mas, na verdade, sentia vontade de conhecê-la, de aprender a “encantar” com ela.

Que chata essa mania da Carol de julgar os outros sem nem ao menos conhecer. Ana parecia, para ela, perfeita e inatingível; não considerava o fato de até a própria perfeição ter defeitos. Até que, ao chegar atrasada, numa sexta-feira, Carol trombou com ela no corredor..e ficou espantada em como a menina foi simpática, agradável. Destruiu-se, então, na mente de Carol, a ideia de “pessoa inatingível” que mantinha sobre Ana. Conversaram um pouco e ambas compartilharam a notícia de que abandonariam o cursinho em breve, por motivos diversos.

Segunda-feira, Ana não compareceu no curso. Terça-feira Carol foi até ela, para perguntar quando ela sairia. Conversaram muito, dessa vez:
- Você é a pessoa mais linda do mundo, pra mim - Disse.
- Você é MUITO mais bonita! - Carol falou, espantada.
- Eu não gosto muito disso, as pessoas têm medo de falar comigo, sei lá, chamar muita atenção também envolve chamar atenção de muita coisa negativa.
Por um momento Carol se identificou e parou para pensar sobre o fato de Ana não estar sempre rodeada de meninos, mesmo sendo tão bonita. Quem sabe a beleza dela também não fosse intimidadora? Quem sabe Carol não fosse a única? Sentiu-se muito feliz, Ana sofria, então, do mesmo mal que ela…e, se Ana era tão bonita e “sofria” a mesma coisa, logo, a beleza das duas era comparável? Carol estava no mesmo nível?

Seguiram conversando no caminho da saída do curso, Ana estava saindo mais cedo e Carol a acompanhou até o ponto de ônibus:
- Mas sabe, teatro é uma maneira que eu acho de fugir da realidade..porque, se você for analisar, a vida não vale nada - Soltou Ana, no meio da conversa, com extrema indignação.
Carol percebeu que os olhos da menina enchiam-se de lágrimas enquanto ela fazia esse belo e reflexivo discurso. Tudo o que passava pela cabeça da Carol era o fato de Ana ter sentimentos, defeitos, angustias, alegrias e ser tão humana quanto ela. Fazia tão bem a Carol o fato da menina confiar nela a ponto de ter essa conversa de “desabafo”, a ponto de falar que se sentia bem tendo aquela conversa.

A figura de Ana foi desmistificada, porém, muito mais valorizada, sendo humana, tendo defeitos, sendo alcançável e conquistadora de uma maneira verdadeira e existente, tão natural. Ana não fazia ideia do quanto, naquelas conversas, ela fez Carol refletir, quantas ideias plantou naquela pequena mente em desenvolvimento; e na forma como mudou o jeito que Carol via o mundo.

Quão bom pode ser quando, de repente, uma pessoa entra na sua vida e, em poucos instantes, muda algo dela e fica guardada pra sempre em você…? Carol agora anda triste, pois a tristeza nos olhos de Ana não conseguiu arrancar e queria muito ter conseguido. Carol agora chora, sente falta de Ana, que não aguentou viver nessa realidade. Só consegue lembrar do encanto que infelizmente o mundo, por ser tão injusto, perdeu.

Part of me

Me desculpa. Peço desculpas por não estar preparada, quando você estava mais do que preparado. Peço desculpas por sofrer, estando com você, por outra pessoa..e “usar” o seu amor, de maneira traçoeira, do modo que eu não gostaria que fizessem comigo, jamais. Repugnava tanto os homens, generalizava, dizia que era coisa de vagabundo, que todos os homens faziam isso. Até eu passar por isso e ver que, é uma questão sentimental, ninguém tem culpa de nada, nem eu, nem você, nem ninguém. Isso não faz de ninguém vagabundo. Sofrer e querer amar correndo, querer o amor de alguém correndo e abusar do amor dos outros, sem querer, não faz de ninguém vagabundo. Mas, sim, como você queria, você estará marcado pra sempre na minha vida. A magia que você me devolveu, os momentos que você me fez parar de chorar, tudo que você me falou, o quanto me valorizou, em todas as coisas. Você me emprestou sua magia e eu, ao invés de compartilhar com você, roubei toda. Te deixei pra trás, sem a sua magia. Aqui está, eu te devolvo tudo, tudo o que você me deu, no momento que eu mais precisava, eu te devolvo e desejo que você seja MUITO feliz e espalhe muito mais dessa magia por aí. Meu mágico, meu amigo, meu anjo. Obrigada por significar tanto pra mim em tão pouco tempo, por fazer tanta coisa pra mim em tão pouco tempo. E por NUNCA pedir algo em troca. Eu te digo que senti a magia do momento, naquele instante. Obrigada por me oferecer amor na hora em que eu mais precisava e me desculpe se eu não estava pronta para amar novamente, não estava pronta para o seu amor. Foi puro, verdadeiro. Você me ofereceu tudo e eu simplesmente joguei no lixo, usei pra ficar bem e te deixei mal. Ninguém nunca vai fazer por alguém, o que você fez por mim. Um dia você vai encontrar alguém que precise tanto do seu amor e que tenha esse mesmo amor para oferecer. Eu só espero que você seja feliz, assim como você me fez feliz. Sorria, como me fez sorrir. Viva, como me fez viver. Eu te amo, por ser meu anjo. Você sempre será uma parte de mim.

Pessoal.

Não é sobre ser piegas, ser infantil ou complexa demais. Querer parecer um gênio ou um Machado de Assis. É sobre escrever pra se sentir melhor, usar a escrita como terapia. Se metade da população mundial se interessasse por leitura e, consequentemente, por escrita..os anseios, as aflições e o resto estaria curado. Quem precisaria da psicologia? Escrever é a solução. Não quero e nem procuro ser reconhecida pelo que escrevo e acho que daí saem os melhores escritores. Isso não significa que todos que não procuram por reconhecimento são os melhores, mas sim que os melhores, todos, não procuram reconhecimento. Reconhecimento é uma consequência, um fim..e não um meio. Escrevo pra me sentir bem, escrevo de acordo com o que sinto e de acordo com os meus princípios…sim, uma hora saí uma coisa extremamente piegas, outra hora poética e algumas vezes apelativa. Mas, só por estar de acordo com o que eu sentia no momento, já faz parte da minha história e é uma verdade absoluta da minha vida, dos meus sentimentos. A partir disso vem o reconhecimento, as pessoas reblogam, seguem, dão “like” nos textos..e eu fico EXTREMAMENTE feliz com isso, é ótimo ver que outras pessoas se sentem confortáveis compartilhando o mesmo pensamento/sentimento com você, é ótimo o reconhecimento como um fim. E claro, não fico frustada se não sou reconhecida, se um texto não ganha nenhum “note”, eu tô escrevendo tudo pra mim, tudo pra fazer a minha terapia, pra guardar a minha experiência, não preciso que se identifiquem.

Genialidades: Como escrever bem ↘

genioaleatorio:

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as…

E de um dia pro outro, sua vida muda..as coisas passam, você precisa aprender a “voar” de imediato, as coisas somem, as promessas que não foram cumpridas desaparecem sem ao menos que se cumpram. Os momentos escapam e os sentimentos mudam. E o que fica? Nada além da lembrança, da nostalgia…nada além da saudade.

typewrittenword:

A Midsummer Night’s Dream by William Shakespeare